terça-feira, maio 22

No Caminho de Kumano


Desci do trem numa tarde de fevereiro de 2001, e encontrei Katsura, uma japonesa de 29 anos.

- Seja bem-vindo ao caminho de Kumano.

Olhei para o lado de fora da estação, para o sol poente que batia diretamente no meu rosto. O que era o caminho de Kumano? Durante a viagem, tinha procurado saber como é que aquele lugar remoto estava incluído no programa de minha visita oficial, organizada pela Japan Foundation.

A intérprete me disse que uma amiga minha, a poeta Madoka Mayuzumi, fizera questão que eu visitasse o lugar, mesmo que tivesse apenas cinco dias, e precisasse viajar de carro a maior parte do tempo. Madoka tinha feito a pé o Caminho de Santiago em 1999, e achava que esta era a maneira de agradecer-me.

Ainda no trem, minha interprete comentou: "o pessoal em Kumano é muito estranho". Perguntei o que queria dizer com isso, e ela limitou sua resposta a uma palavra. "Religiosidade." De minha parte, resolvi não insistir: muitas vezes conseguimos estragar uma boa peregrinação porque lemos todos os folhetos, os livros, as indicações na Internet, os comentários de amigos, e já chegamos no lugar sabendo tudo que precisamos conhecer, sem deixar espaço para o mais importante da viagem - o inesperado.

- Vamos até a pedra - disse Katsura.

Caminhamos alguns metros até um pequeno obelisco, com inscrições em duas faces, encravado no meio de uma esquina - e disputando o espaço com pedestres, uma loja de conveniências, carros, e motocicletas que passavam. A partir dali, o caminho de Kumano se dividia em dois.

- Se você seguir para a esquerda, irá fazer a peregrinação pelo caminho que o imperador usava antigamente. Se seguir pela direita, fará o caminho das pessoas comuns comentou Katsura.

- Talvez o caminho do imperador seja mais bonito, mas com certeza o caminho das pessoas comuns e mais animado.

Ela pareceu ficar contente com a resposta. Entramos no carro, nos dirigimos para as montanhas cobertas de névoa. Enquanto conduzia, Katsura explicava um pouco sobre o lugar: Kumano é uma espécie de península cheia de colinas, florestas e vales, onde várias religiões conviviam pacificamente.

As predominantes eram o budismo e o xintoísmo (religião nacional do Japão, anterior à influência de Buda, e que consiste na adoração das forças da natureza), mas ali podia ser encontrado todo tipo de fé e de manifestação espiritual.

- Quantos quilômetros de peregrinação? - eu quis saber.

Ela pareceu não entender. Pedi que a interprete traduzisse em japonês, mas mesmo assim Katsura parecia perplexa com a minha pergunta.

- Depende de onde você saiu - disse finalmente.

- Claro. Mas no caso do Caminho de Santiago, por exemplo, se você sair de Navarra são aproximadamente 700 kms. E aqui?

- Aqui, as peregrinações começam quando você deixa a sua casa, e terminam quando você volta para ela. Neste caso, como você mora no Brasil, deve saber a distância.

Eu não sabia, mas a resposta fazia sentido. A peregrinação é uma etapa de uma viagem; lembrei-me que depois de percorrer o caminho de Santiago, na Espanha, só fui realmente entender o que me acontecera quando passei quatro meses em Madrid, antes de voltar para casa.

- A gente vê as coisas, e não compreende de imediato - continuou Katsura. - É preciso deixar em casa o homem que você está acostumado a ser; ele fica lá, e apenas a parte boa continua a ser alimentada pela energia da Deusa, que é mãe generosa. A parte que lhe prejudica termina morrendo por falta de alimento, já que o demônio está muito ocupado com outras pessoas, e não tem tempo de ficar cuidando de alguém cuja alma não está ali.

Subimos por quase duas horas um pequeno caminho sinuoso na montanha, até que a furgoneta parou numa espécie de albergue. Antes que eu entrasse, Katsura comentou:

- Aqui vive uma mulher que não sabemos quantos anos tem, por isso a chamamos de Demônio Feminino. Vou descer até a aldeia próxima para chamar um lenhador que irá lhe explicar como deve ser feito o caminho.

A noite já tinha começado a descer, Katsura desapareceu na bruma, e eu fiquei ali, esperando que o Demônio Feminino abrisse a porta.


O lenhador e o demônio

Num albergue perdido na montanha, a senhora que chamam de Demônio Feminino, vestida com um quimono negro, veio me receber. Tirei os sapatos, entrei no quarto tradicional japonês, e descobri que jamais conseguiria dormir com o frio que fazia. Solicitei à interprete que pedisse um aquecedor; a velha japonesa, com um olhar de desdém, disse que eu precisava me acostumar com Shugêndo.

- Shugêndo?

Mas a mulher já havia desaparecido, dando instruções para que fossemos jantar logo. Em menos de cinco minutos estávamos sentados em torno de uma espécie de fogueira cavada no chão, com um caldeirão pendendo do teto, e peixes em espetos colocados ao redor. Logo depois chegou Katsura, minha guia, e o lenhador.

- Ele sabe tudo sobre o caminho - disse Katsura. - Pergunte o que quiser.

- Antes de falar, vamos beber - disse o lenhador. - o sakê em quantidade certa (uma espécie de vinho japonês, feito de arroz) afasta os maus espíritos.

- Afasta os maus espíritos?

- A bebida fermentada está viva, vai da juventude à velhice. Quando chega à maturidade, é capaz de destruir o Espírito da Inibição, o Espírito da

Falta de Relações Humanas, o Espírito do Medo, o Espírito da Ansiedade. Porém, se bebida além da conta, ela se rebela e traz o Espírito da Derrota e da Agressão. Tudo é uma questão de saber o ponto que não se deve ultrapassar.

Bebemos sakê, e comemos os peixes que assavam em volta do fogo. A dona da pousada juntou-se a nós. Perguntei porque a chamavam de Demônio Feminino.

- Porque ninguém sabe onde nasci, de onde venho, qual a minha idade. Decidi ser uma mulher sem história, já que meu passado só me trouxe dor; duas bombas atômicas explodindo em meu país, o fim dos valores morais e espirituais, o sofrimento com as pessoas desaparecidas. Um belo dia, resolvi começar uma nova vida; existem certas tragédias que não entenderemos nunca. Então deixei tudo para trás, e vim parar nesta montanha. Ajudo os peregrinos, cuido do albergue, vivo cada dia como se fosse o último. E me divirto ao conhecer todos os dias pessoas diferentes. Sempre conheço pessoas estranhas - como você, por exemplo. Nunca tinha visto um brasileiro em minha vida. Também nunca tinha visto um negro até 1985.

Bebemos mais sakê, o Espírito da Falta de Relações Humanas parecia ter sido afastado. Falei muito do Brasil, e comecei a me sentir estranhamente em casa.

- Por que as pessoas vinham até Kumano? - perguntei ao lenhador.

- Para pedir algo, pagar uma promessa, ou querer mudar sua vida. Os budistas percorriam os 99 lugares sagrados que estão espalhados por aqui, e os xintoístas visitavam os três templos da Mãe Terra. No caminho encontravam outras pessoas, dividiam problemas e alegrias, rezavam juntos, e terminavam por entender que não estavam sozinhos no mundo.

Lembrei-me do que o Demônio Feminino me dissera, e pedi que me explicasse o que era aquilo.

- Difícil explicar. Mas digamos que é uma relação total com a natureza: de amor e de dor.

- Dor?

- Para dominar a alma, você tem que aprender também a dominar o corpo. E para dominar o corpo, você não pode ter medo da dor.

Ele contou-me que, de vem em quando, ia com um amigo para um dos precipícios próximos, atava uma corda na cintura, e ficava pendurado no espaço vazio. O amigo balançava a corda até que ele se chocasse várias vezes com a rocha; quando sentia que estava a ponto de desmaiar, fazia um sinal e era de novo içado.

- O homem tem que conhecer a natureza em todos os seus aspectos - disse o lenhador. - Sua generosidade e sua inclemência; só desta maneira era é capaz de nos ensinar o que sabe, e não apenas o que queremos aprender.

Sentado em volta daquela fogueira, num albergue perdido no meio do Japão, o sakê afastando as distâncias, o Demônio Feminino rindo para (ou de) mim, eu entendi a verdade das palavras do lenhador: era preciso aprender o que necessitava, e não apenas o que queria. Naquele momento, decidi que iria achar uma maneira de praticar Shugêndo no caminho de Kumano.


Encostado na árvore

- Já ouviu falar em shugêndo? Disseram-me que é uma relação de amor e dor com a natureza - comento com o biólogo que Katsura me apresentou, e que agora caminha comigo pelas montanhas.

- Shugêndo significa: "o caminho da arte de acumulação de experiência" - responde ele, mostrando que seu interesse vai além da variedade dos insetos da região - Disciplinar seu corpo para aceitar tudo que a natureza tem para oferecer; assim você também educa sua alma para o que Deus nos oferece. Olhe a sua volta: a natureza é mulher, e como toda mulher, nos ensina de uma maneira diferente. Encoste sua coluna vertebral na árvore.

Ele me aponta um cedro de mais de dois mil anos, com uma grossa corda estendida a sua volta. Na religião local, tudo que está circundado por uma corda é uma manifestação especial da Deusa da Criação, e considerado um lugar sagrado.

- Tudo que é vivo contem energia, e esta energia se comunica entre si. Se você mantém sua coluna encostada no tronco, o espírito que habita a árvore irá conversar com o seu espírito, e tranquiliza-lo de qualquer aflição. Claro que, como biólogo, devo dizer que a emanação de calor, etc... mas sei que também existe verdade na explicação mágica dos meus antepassados.

Eu estou de olhos fechados, e procuro imaginar a seiva da árvore subindo das raízes até as folhas, e ao fazer este movimento, provocando uma onda de energia que afeta tudo ao redor.

Ouço a voz do biólogo me contando que, no ano 1185, dois samurais lutavam ferozmente pelo poder no Japão. O governador de Kumano não sabia quem iria vencer; certo que a natureza sempre tem a resposta, colocou sete galos vestidos de vermelho para lutar contra outros sete vestidos de branco. Ganharam os de branco, o governador apoiou um dos guerreiros, e fez a aposta certa: em pouco tempo, aquele samurai dominava o país.

- Agora me diga: você prefere acreditar que o apoio do governador que decidiu a luta, ou os galos, representando a natureza, deram o sinal divino sobre quem terminaria conquistando o poder?

- Eu acredito em sinais - respondo, saindo mentalmente do meu confortável estado vegetal, e abrindo os olhos.

- As viagens sagradas a Kumano começaram muito antes da introdução do budismo no Japão; até hoje existem por aqui homens e mulheres que passam, de geração em geração, a idéia de que um "casamento" com tudo que está a sua volta deve ser feito como um verdadeiro matrimônio: com entrega, alegrias, sofrimentos, mas sempre juntos.

Utilizavam o Shugêndo para permitir esta entrega total, sem medo.

- Você pode me ensinar um exercício de Shugêndo? O único que sei é amarrar-se numa corda e atirar-se contra as rochas de um despenhadeiro; francamente, não tenho coragem para isso.

- Por que você quer aprender?

- Porque sempre considerei que o caminho espiritual não envolve necessariamente o sacrifício e a dor. Mas, como disse alguém que encontrei nesta viagem, é preciso aprender o que se precisa, não o que se quer.

- Cada um faz o exercício que a Terra pedir; conheço um homem que subiu e desceu mil vezes, durante mil dias, uma montanha perto daqui. Se a Deusa quiser que você pratique Shugêndo, ela lhe dirá como fazer.

Ele tinha razão. No dia seguinte, isso aconteceu.

O limite da dor

Estamos no alto de uma montanha, ao lado de uma coluna de pedra com algumas inscrições.Lá de cima, posso divisar um templo no meio da floresta.

- Esse é um dos três santuários que o peregrino precisa visitar, e quando chega aqui, sente uma imensa alegria ao saber que já está perto de um deles - diz Katsura. - Segundo a tradição, nenhuma mulher podia passar deste ponto, se estivesse em seu período menstrual. Certa vez, uma poeta veio até aqui, viu o templo, mas por causa da menstruação, não podia seguir. Entendeu que não teria forças para esperar quatro dias sem comer, e resolveu voltar sem atingir seu objetivo. Escreveu uma poesia agradecendo os dias de caminhada, preparou-se para a volta na manhã seguinte, e deitou-se para dormir.

"A Deusa então apareceu nos seus sonhos. Disse que podia seguir adiante, porque seus versos eram lindos; como você vê, até os deuses mudam de opinião por causa de belas palavras. A coluna de pedra tem sua poesia escrita."

Katsura e eu começamos a caminhar os cinco quilômetros que nos separam do templo. De repente me vem à memória as palavras do biólogo que conhecera: " se a Deusa quiser que você pratique Shugêndo- o caminho da arte da acumulação de experiência - ela lhe mostrará o que fazer."

- Vou tirar os sapatos - digo para Katsura.

O chão é pedregoso, o frio é cortante, mas Shugêndo é a comunhão com a natureza em todos os seus aspectos, inclusive o da dor física. Katsura também tira os sapatos;começamos a andar.

Logo no primeiro passo, uma pedra pontiaguda entra no meu pé, e sinto que cortou fundo. Reprimo o grito, e continuo. Dez minutos depois estou andando na metade da velocidade do começo, o pé ferido dói cada vez mais, e eu penso por um momento que ainda tenho muito que viajar, posso ter uma infecção, meus editores me esperam em Tokyo, há entrevistas e encontros marcados. Mas a dor logo afasta estes pensamentos, decido dar mais um passo, outro mais, e seguir adiante até onde for possível. Penso nos muitos peregrinos que passaram por ali praticando Shugêndo, sem comer por muitas semanas, sem dormir por muitos dias. Mas a dor não me deixa ter pensamentos profanos ou nobres - é apenas dor, que ocupa todo o espaço, me assusta, me obriga a pensar que tenho um limite e não vou conseguir.

Mesmo assim, posso dar mais um passo, e mais outro. A dor agora parece invadir a alma, e me enfraquece espiritualmente, porque não sou capaz de fazer o que muita gente fez antes de mim. É um sofrimento físico e espiritual ao mesmo tempo, não parece um casamento com a Mãe Terra, mas uma punição. Estou desorientado, não troco uma palavra sequer com Katsura, tudo que existe no meu universo é a dor de pisar nas pedras pequenas e cortantes que marcam a trilha por entre as árvores.

Então acontece uma coisa muito estranha: o sofrimento é tão grande que, num mecanismo de defesa, eu pareço flutuar acima de mim mesmo, e ignorar o que estou sentindo. No limite da dor está uma porta para um nível diferente de consciência, e já não há espaço para mais nada, apenas para a natureza e eu.

Agora já não sinto mais a dor, estou em um estado letárgico, os pés continuam a seguir o caminho automaticamente, e eu entendo que o limite da dor não é o meu limite; posso ir além. Penso em todos que sofrem sem pedir, e me sinto ridículo em estar me flagelando desta maneira, mas aprendi a viver assim - experimentando a grande maioria das coisas que estão diante de mim.

Quando finalmente paramos, tomo coragem de olhar para os meus pés e ver as feridas abertas. A dor, que estava escondida, volta de novo com força; acho que a viagem acabou ali, não poderei mais andar por muitos dias. Qual a minha surpresa ao descobrir, no dia seguinte, que tudo está cicatrizado; a Mãe Terra sabe como cuidar dos seus filhos.

E as cicatrizes vão mais além do corpo físico; muitas feridas que estavam abertas na minha alma foram expulsas pela dor que senti, enquanto andava pela estrada de Kumano em direção a um templo que não me recordo o nome. Existem certos sofrimentos que só conseguem ser esquecidos quando podemos flutuar acima de nossas dores.


O monge e a mensagem

Estamos no local privado de um templo budista. Escutamos o monge cantar, rezar em voz alta, tocar um instrumento de percussão. Lembro-me das outras vezes que pratiquei Shugêndo durante estes dias: andar sem agasalho numa temperatura abaixo de zero, ficar acordado durante uma noite inteira, manter a testa encostada na casca áspera de uma árvore até que a dor se deixasse anestesiar por si mesma.

Durante toda a viagem, as pessoas diziam que o monge que tenho à minha frente recitando as preces é o maior especialista de Shugêndo da região. Procuro me concentrar, mas aguardo ansioso o final da cerimônia. Dali saímos para um outro edifício, de onde posso ver uma gigantesca cachoeira descendo montanha abaixo - 134 metros de altura, a maior do Japão.

Para minha surpresa (e de todos que estão comigo), o monge traz três livros que escrevi, e pede que os autografe. Eu aproveito para pedir autorização para gravar nossa conversa. O monge, que não para de sorrir, diz que sim.

- Foi a dificuldade do caminho de Kumano que criou o Shugêndo?

- Foi a necessidade de entender a natureza que obrigou o homem a dominar a dor e ir além dos seus limites. Há 1.300 anos, um monge que tinha dificuldade de se concentrar, descobriu que o cansaço e superação dos obstáculos físicos podiam ajuda-lo na meditação. O monge ficou fazendo este caminho até morrer; subindo e descendo montanhas, ficando sem agasalho na neve, entrando todos os dias numa cachoeira gelada para meditar. Como se transformou num ser iluminado, as pessoas resolveram seguir o seu exemplo.

- O Shugêndo é uma prática budista?

- Não. É uma série de exercícios de resistência física, que ajudam a alma a caminhar junto com o corpo.

- Se pudesse resumir numa frase o que significa o Shugêndo e o caminho de Kumano, qual seria esta frase?

- Quem faz exercício físico, ganha experiência espiritual, se tiver sua mente fixa em Deus enquanto está exigindo o máximo de seu corpo.

- Até que ponto a dor física é importante?

- Ela tem um limite. Passando o limite da dor, o espírito se fortalece. Os desejos da vida cotidiana perdem o sentido, e o homem se purifica. O sofrimento vem do desejo, e não da dor.

O monge sorri, pergunta se quero ver a cascata de perto - e com isso entendo que nossa conversa está terminada. Antes de sair, ele se vira para mim:

- Não esqueça: procure ganhar todas as suas batalhas, inclusive aquelas que você trava com você mesmo. Não tenha medo de cicatrizes. Não tenha medo de vencer.

No dia seguinte, quando estou prestes a embarcar, Katsura - a jovem de 29 anos que esteve presente desde o primeiro dia em Kumano - aparece no aeroporto e me entrega um pequeno manuscrito em japonês, com alguns dados históricos sobre Kumano. Eu abaixo a cabeça e peço que me abençoe. Ela não hesita um segundo sequer: diz algumas palavras em japonês, e quando levanto os olhos, vejo em seu rosto o sorriso de uma jovem que escolheu ser guia de um caminho que ninguém conhece, que aprendeu a dominar uma dor que nem todos vão sentir, que entende que o caminho é feito quando se anda, e não quando se pensa sobre ele.
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